Friday, September 11, 2009
Avenida principal de Silva Porto-Bié! O meu Bié que está no coração porque Angola, ESSA, está na Alma.
Numa manhã de Dezembro de 2008, depois de ter visitado o meu Seminário do Sagrado Coração de Jesus, os Maristas, O Pavilhão do Sporting (por fora) pintado de novo - VERDE - claro(!!! ), procurava uma saudosa bica qualquer. Estava ao lado do Hotel Cassoma, lindo de morrer.Vi um Sr. (branco) à porta e pensei: alí há café. Falei com o Sr... Acabado de chegar de Portugal ali se alojara, mas, bica...diz ele, a máquina está lá mas não está ligada. Ora bolas! Então, passava por alí um "Nani em miniatura". Vi aquele LEÂO do BIÉ, e quase pedi um autógrafo. Mas não! Ficamos pela foto. Estava a colocar a minha mão no ombro daquele que me substituiu. Um Bieno Sportinguista. O futuro estava alí! Alô Portugal,Espanha,Inglaterra, Itália, França...Vão ao Bié, eles estão lá, os craques vestidos de verde! Emocionei-me e as lágrimas caíram em "bica"! Aquele jovem, não percebia o misto de dôr e alegria daquele kota que lhe acabava de delegar competências. Viva o Sporting Clube do Bié e....de Portugal. Viva Angola!Viva o Bié! Viva Nova Sintra. Viva o Sporting Clube de Nova Sintra que me fez Campeão em Jrs.
Akelabraçamigo
Com Angola na Alma
E o Bié no Coração,
Helder Eduardo Brito Sabino
(kayno)
Elvas
Sunday, September 06, 2009
....Sabem lá o que é a saudade!
....Sabem lá que emoção senti quando deambulava pelas ruas de Nova Sintra-Bié, minha terra-Natal(Dez08) e deparei com esta niveladora aqui prostrada há 33 anos? Crescera-lhe então entrelaçando-se nos seus ferrugentos ferros, um eucalípto!
-Parei, esfreguei os olhos. Estava perante aquela máquina que atrás da qual eu e outros miúdos na casa dos dez anos de idade, corriamos quando o Sr. Xico Folgado com ela trabalhava.Ali jaz!Moribunda. Foram-se embora as pessoas que a conheceram.Os que vieram nunca a tinham visto operacional.Alí ficou!Um montão de ferro a testemunhar um passado que foi vivo e que se a tivessem deixado continuar a sua função, hoje, Nova Sintra e como estava previsto, era uma grande Vila ou pequena Cidade de meter inveja a algumas que eu conheço. Baixei os braços e fiz-lhe uma vénia. Com lágrimas nos olhos.....fui-me embora.
Helder Sabino
(kayno)
Tuesday, July 21, 2009
Fui de Novo à minha Terra. Fui à Angola. Transportado num "Iace"(taxi) palmilhei quilómetros entre chuvadas e calor abafado de Luanda ao Lobito-Huambo-Bié. Meus Srs Angola está mudada pela mão dos Angolanos, com a ajuda dos Chineses e Brasileiros. Temo a fraca prestação dos Portugueses que teimam em ignorar aquilo que por direito deveria ser seu. Quer por tradição de um laço Cultural e até pela sua própria história, como pela língua de Camões que em boa hora os MEUS IRMÃOS teimam em manter e FAZEM JUZ. Os Angolanos querem Portugal na sua nova História. Continuam as marcas da presença Lusitana. Respira-se Portugal, mas nota-se a sua ausência.
Akelabraçamigo
Helder Sabino
Labels: Mercado do Lobito-Eu e o HUMMER
Tuesday, January 02, 2007
"O AQUEDUTO DA AMOREIRA"Este imponente Monumento (aqui rabiscado pelo meu punho), serve de porta de entrada para a sala de visitas da Europa e seleiro de Portugal - O Alentejo.
- Também ele o ex-libris desta cidade raiana - ELVAS - que enbevece qualquer Português, pela sua beleza, pela sua história e pela presença militar que traçou a sua arquitectura. Como este meu blog, retrata afinal de contas, um misto de sentimentos que vão desde a saudade e amor pela minha terra - Natal "Nova Sintra-Bié/Angola - ao respeito, carinho e porque não, tambem pelo amor que me une a esta Terra? Pois, não foi por acaso que por cá dei a minha prestação Militar durante 26 anos.
Atravessava a Vila de Elvas em 1498, uma grande crise de falta de água e a única fonte de abastecimento de água potável, era o Poço de Alcalá, junto da Porta do Bispo, na segunda muralha árabe. Quando este começou a perde-la, por forma alarmante. A inquietação das autoridades administrativas foi enorme, já que seria extremamente difícil trazer a Elvas a água de qualquer das nascentes que a circundavam, pelo desnível entre a povoação e os terrenos onde elas desabrochavam.
- O assunto foi levado às CORTES DE ÉVORA, nesse mesmo ano, e o rei D. Manuel. Compreendendo a dramática situação, autorizou um imposto que ficou a chamar-se "REAL D'AGUA" e que consistia no pagamento de um real a mais do que o seu custo, em cada arrátel de carne ou de peixe que se comesse em Elvas e em cada quartilho de vinho que se bebesse, para que com essa verba se concertasse o poço.
- Verificada a inutilidade dos esforços que se fizeram nesse sentido, essa geração de gigantes, não hesitou em aceitar a ideia de trazer a Elvas a água do grande manacial da Amoreira. Este situava-se a cerca de 8 Kms de distância! O mesmo seria dizer que essa geração sabia, ao preparar-se para a obra, que nunca poderia beneficiar dela.
- A construção decorreu desde 1529, até à data da sua inauguração (simultânea com a fonte da Misericórdia) em 23 de Junho de 1622. Dlineado e dirigido apenas por Portugueses - Os Arquitectos da Casa Real, FRANCISCO DE ARRUDA, AFONSO ÀLVARES E DIOGO MARQUES - e dirigido apenas por Elvenses.
- A sua extensão, desde nascente (junto da Amoreira, na serra do Bispo) até à Fonte da Mesericórdia, onde pela primeira vez correu água do Aqueduto, é de 7.790 metros, a sua sua altura, nos pontos mais importantes, em que as arcadas se sobrepõem em quatro andares é de 31 metros.
- OBRA IMPAR, PELA SUA BELEZA ARQUITECTÓNICA E PELA ELEGÂNCIA MONUMENTAL.
- Estes são os feitos dos Portugueses de então!
- Estes foram os HOMENS que deveriam honrar!
- Estas são as Almas que deveriam respeitar!
- A eles, não basta uma vénia....bastaria sim que a BANDEIRA NACIONAL, pela qual lutaram e morreram, estivesse erguida flutuando no ponto mais alto dos monumentos que eles edificaram.
Helder Sabino
Thursday, November 09, 2006

MAMOEIRO! MAMOEIRO!!!
Mamoeiro amigo.
Tão longe te deixei
Tão perto estás...
Quanto do teu fruto
Eu, sófrego comi!
Quanta lembrança
Comigo ficou!
Quanta saudade me deixas!
Tu, ali! À mão!
Sem que ninguém te tocasse
Até que o teu fruto
Maduro ficasse.
É assim, essa Terra
É assim Angola
Angola da fruta
Angola do ouro
Angola do diamante
E agora...OBRIGADO MEU DEUS
Por seres ANGOLA DA PAZ!
HELDER SABINO (kayno)
Bié/Elvas
Wednesday, November 08, 2006

O matabicho de garfo é um velho hábito Angolano. Neste caso foi apenas um carapau grelhado com pirão de bombô, swanga (rama tenra da mandioqueira da qual se faz uma espécie de esparragado) e um súmate bem picante com o respectivo Kahombô(gindungo saboroso). Isto aconteceu em Silva Porto em casa de um velho e bom amigo de infância o Dr Isaak. Esta Silva Porto, fustigada pela guerra, é certo, mas onde a vida continua. Isso mesmo espelham os rostos daqueles heróicos conterrâneos! Na manhã de um domingo quando eu me preparavapara a partida para Nova Sintra, era vê-los...Jovens e menos jovens bem vestidos e alguns com o seu missal debaixo do braço a caminho do seu local de Culto. EM SILVA PORTO...A VIDA CONTINUA!!!
Monday, October 30, 2006
SENTI QUE ESTAVA JUNTO À MINHA GENTEFoi um momento sublime
Como sublime é esta gente
Gente que canta
Gente que ri
Gente que sofreu
Gente que tem paz!
Esta é a minha gente!
Este é o meu povo
O povo Angolano
Que tem pureza no olhar
E candura na expressão!
Que apenas quer
Trabalho, paz, amor e pão!
Deixem o meu povo viver
Ali nas suas mulembas
Ali, nas suas cubatas!
Esta é a minha gente!
Fiquem com as vossas armas
Deixai-os em paz
Porque em paz os encontraram
Nas suas cubatas
À sombra das mulembas
Vivem cantando
Na inocência das suas almas
As crianças vivem brincando!
Deixai que sonhem!
Deixai-as sorrir
Deixem-nas viver!
Deixem-nas em PAZ!
Helder Sabino (kayno-Bié)